
Os dias começaram a ficar longos demais. As noites então, infinitas. Haviam muitas lacunas vazias e muitos espaços em branco. Faltava aquela coisinha, aquela coisa sabe? Que incomoda, machuca, que faz dar uma coceirinha dentro da gente. E não importa o quanto você coce ela nunca para de coçar. Mas é uma coceirinha boa, querendo ou não é bom tê-la por perto, porque quando ela não coça, faz falta. Ainda não inventaram uma pomada que faça coçar, nem um medicamento que previna a falta da coceira. Até porque nem seria possível, cada um tem um antídoto certo para curar ou adquirir essa ferida. E para cada um ele tem um nome diferente. Pode ser Maria, João, Zé ou Juliana. Lucas, Ana, Eduardo ou Gabriela. Pode escolher qual prefere, só que as vezes o que você quer, não é o que funciona. (poetisa-de-aphrodite)
(via distanciad-a)